Sabes que nunca tinha ouvido falar neste sintoma filho da puta?
E mais filho da puta ainda é termos que lidar com traumas do passado numa altura em que temos que lidar com traumas no presente. Essas frases maternas eram perfeitamente dispensáveis e todos os dias me relembro, com post-its mentais que aquilo que eu digo aos meus filhos é potenciado mil vezes por eles e fica para sempre.
Um grande abraço, Silvina e que isso desapareça tão depressa como chegou.
Ana C a 25 de Outubro de 2012 às 19:53

Na foto tens mesmo ar de menina novinha! E não é pelas borbulhas, a sério :-)
Será possível trocares as voltas aos fantasmas do passado pensando que estás a rejuvenescer, e que depois do acne virão os tempos da pele lisa e macia?
As frases ditas quando somos adolescentes cheios de inseguranças marcam muito. Eu também tenho umas no meu historial. Agora tenho muito cuidado para não ferir a minha filha com algum comentário infeliz.
Uma pequena história a ver se tira a conotação negativa ao "sapo" (para lá do Príncipe Sapo, claro): quando eu era miúda tinha sempre as mãos geladas. O meu pai agarrava nelas, metia-as entre as suas mãos grandes e dizia-me que eu tinha mãos de sapo, por estarem sempre tão frias. Muitos anos mais tarde, era eu quem lhe lembrava essa frase, porque lhe fazia a ele o mesmo, aquecendo nas minhas as suas mãos de doente e inválido. E agora digo o mesmo, por vezes, à minha miúda.
Beijos, menina bonita!
Zu a 25 de Outubro de 2012 às 20:36

Minha Silvine!!!, o meu abraço. Que MERDA teres um historial de acne lá atrás para doer agora nesta acne, que faz parte da luta. Vou torcer para que passe depressa, depressa, depressa.

PS - Tu NÃO estás com cara de sapo. As borbulhas são pequenas e pouco inflamadas. Isso NÃO é cara de sapo, tá bem? Tudo castelos de vento imbecis que construímos, ou as nossas mães fizeram o favor de construir para nós e que levamos pela eternidade afora.
Melissa a 25 de Outubro de 2012 às 21:01

Silvina chérie, subscrevo o comentário da Melissa.

Um beijinho
Susana Neves a 25 de Outubro de 2012 às 21:33

Acho que todos temos "sapos"desses guardados no sótão.

Normalmente não pensamos logo nos efeitos secundários mas como dizes há uns que se gramam melhor do que outros.

Nunca esquecerei, o medicamento que me provocou tamanha erupção na cara que só de olhar, dava vontade de vomitar.
Borbulhas enormes e verdes. Verdes. Que explodiam, literalmente, sem que ninguém lhes tocasse, a qualquer hora, em qualquer lugar! Céus, só de me lembrar, revira-se-me o estômago!
O que apareceu no espaço de uma semana, levou quase dois meses a desaparecer.
Saía para trabalhar, não podia evitar reuniões nem viagens, reduzi a minha vida social a idas a discotecas, era um horror. Nem me quero lembrar. Também não podia usar maquilhagem.
Felizmente quando passou fiquei com pele de rabinho de bebé! :)
Nunca mais ninguém me ouviu queixar de borbulhas solitárias. As tais que toda a maioria das mulheres gostam de aclamar, como se fossem o fim do mundo!

Agora vou mandar o meu sapo novamente para o sotão! lol

Que isso passe mais depressa do que pensas.

Beijinho.


Soneca a 25 de Outubro de 2012 às 21:51

E a Melissa tem razão. A borbulhagem não está feia. Parece seca.
:)
Não alimentes o "sapo"! :)
Soneca a 25 de Outubro de 2012 às 21:58

Esquece lá as borbulhas que isso é mais traumas do passado do que outra coisa :)
E lembra-te dos meus obrigados por conseguires partilhar connosco tudo isto, a força, as esperanças, os "episódios do coranço" (que é dele, do Dr. Lambard???), mas também as angústias, os tratamentos e os acontecimentos menos bons. Porque também fazem parte dos teus dias e para nós são uma grande lição!
Ana a 25 de Outubro de 2012 às 22:48

Querida Silivina,
O meu nome é Maria e leio-te de Phoenix, Arizona (EUA). Já te leio há algum tempo e admiro muito a tua força. A de vontade e a de fazer cada vez mais força. A tua energia e perseverança são admiráveis e eu admiro-te muito. E admiro em especial a tua capacidade para olhar para as pequenas coisas e fazê-las de grandes. Porque às vezes são as pequenas coisas que nos moem, que nos irritam mais. Como se fôssemos capazes de suportar a trovoada mas depois explodíssemos com um murmúrio do vento. Faz parte de sermos mulheres, penso eu de que...
Aqui te deixo um punhado de sorrisos a tomar sem moderação nenhuma. Que as palermas da borbulhas vão para o canário rapidinho!
Maria B a 25 de Outubro de 2012 às 23:38

Esta coisa fez o refresh antes de incluir a minha info. Sorry!
Outro sorriso!
Maria Bê a 25 de Outubro de 2012 às 23:40

Como te percebo..eu acho que já te falei aqui da minha anorexia e há uma frase, dita pela minha mãe quando eu tinha uns treze anos (há sete portanto.), naquela fase normal da adolescência em que o corpo muda e em que eu passei de magrinha para miúda com curvas e dois papos no peito esquisitos, que nunca me esqueci. disse-me "continuas assim e vais ficar uma baleia"..é horrivel, e se ela soubesse o impacto que aquilo ia ter na minha vida nunca o teria dito, obviamente, mas não poderia adivinhar. No entanto, e mesmo sendo minha mãe e perdoando-a, como é lógico, não deixo de achar que ela errou. como acho que a tua mãe errou. As pessoas às vezes sabem que determinada coisa nos magoa e não deixam de o fazer, muitas vezes por pura libertação de frustrações individuais que não conseguem canalizar de outra forma. E quando eu compreendi isso, que aquilo era um problema dela, da cabeça dela, e que as coisas horriveis que às vezes, como se tivesse raiva de mim, me dizia, não tinham nada a ver comigo. eram as inseguranças dela a virem ao de cima. Ainda me magoam, mas não deixo que me paralizem. não deixes tu também. já viste tudo o que já conseguiste ultrapassar? umas borbulhas não são nada. parecem, mas não são. Força Silvina, um abraço.
Inês Barros a 26 de Outubro de 2012 às 00:00

This too shall pass...

E as mães às vezes tinham era de guardar estas pérolas para si!
Não estás nada com pele de sapo e amanhã já vai estar melhor!

se estivesses aqui ao meu lado, dava-te um beijo repenicado na bochecha, sem qualquer problema!

;)
Ana. a 26 de Outubro de 2012 às 00:36