As rádios emitem em várias frequências. Estes episódios, contudo, situam-se numa frequência diferente, não uma de rádio, mas de radio. Como em Radioterapia. Episódios de um tratamento oncológico (à suivre)
Sábado, 18 de Setembro de 2010

Já que estou numa de vídeos hoje, cá vai mais um, que me marcou muito. A força de vontade é uma cura fantástica.

 

Ananda Shankar Jayant fights cancer with dance

Renowned classical Indian dancer Ananda Shankar Jayant was diagnosed with cancer in 2008. She tells her personal story of not only facing the disease but dancing through it, and gives a performance revealing the metaphor of strength that helped her do it.

 

publicado por Silvina às 15:38


 

visto no Blog da Me e imediatamente roubado para aqui.

publicado por Silvina às 11:12

Quarta-feira, 15 de Setembro de 2010

Não sei se foi da anestesia geral que levei em Julho (ou da maravilhosa soma de 3 anestesias gerais em 9 meses), o certo é que estou mais lerda, mais preguiçosa e mais lenta do que nunca.

 

Alguém me sabe explicar como é que as anestesias gerais afectam a concentração?

 

é que estou a ficar sem "cancer card" para justificar os meus atrasos no trabalho...

(e a falta de vontade, como justifico?!)

publicado por Silvina às 20:35

Quarta-feira, 01 de Setembro de 2010

às vezes parece que vivi numa outra dimensão. Que aquela que ria, pulava e saltitava tão inocentemente não era eu, mas outra pessoa. Aquelas experiências que o meu corpo relembra apagaram-se da mente, como se tivessem apenas existido numa realidade paralela. Olho para trás, por detrás do ombro. Era eu, com um cabelo diferente, um corpo mais delgado e robusto, os olhos mais verdes do que agora. Era eu, com as minhas vivências que não são mais minhas, porque pertencem a uma outra vida, que vivi outrora.

 

Quando é que se deu a brusca separação? Quando é que me apercebi que eu já fui outra, e que essa outra era eu em tempos? Esforço-me por recordar mas não consigo. Não me consigo lembrar se foi antes ou depois do cancro. Como se o cancro fosse a fronteira invisível destas realidades paralelas.

 

Depois de ter passado seis anos a me reconstruir, me reconhecer e a lutar para estabelecer os meus gostos, valores e medos, escolhi um rumo. Depois veio o cancro, esse cabrão, que me obriga a recomeçar tudo de novo. Quem eu sou, quais são as prioridades essenciais da minha vida, porque é que aqui estou, porque é que a vida vale a pena, o que é ser feliz, porque é que não gosto de ser infeliz, como é que ainda não sei o que quero, mas consigo saber tão bem o que não quero. Não sei se faria toda esta desconstrução se não fosse o cancro. Mas o facto é que ele esta cá, ou esteve cá (para inseminar aqui um pouco de optimismo), e não posso dissociá-lo da vida que vivo agora. Da pessoa em quem todos os dias me torno, através das minhas escolhas e do meu livre-arbítrio. Eu respiro todos os dias e ele respira comigo.

publicado por Silvina às 22:01
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Saúde

Campanha para promover diagnóstico precoce do cancro da mama arranca hoje

01.09.2010 - 08:51 Por Lusa

 

A Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC) lança hoje uma campanha de prevenção que pretende alertar para a importância do diagnóstico precoce do cancro da mama através da ida regular ao médico e a realização de mamografia.

 

"Ignorar o cancro da mama é ignorar aqueles de quem gosta" é a mensagem-chave desta campanha de sensibilização, intitulada "Tempo de Viver" e que tem dois públicos-alvo: as mulheres mais jovens e as mais velhas.

Segundo a LPCC, esta doença não afecta apenas a vida de uma mulher, mas a de todos os que a rodeiam, pelo que faz o seguinte apelo: "Por si, mas também por eles, visite regularmente o seu médico e faça a mamografia ou compareça ao rastreio. Porque o diagnóstico precoce pode salvar-lhe a vida". Com esta campanha, a LPCC quer "acabar com a inércia na ida ao médico e alertar para a realização de mamografias com um intervalo de tempo regular (habitualmente de dois em dois anos), que funcionam como diagnóstico precoce".

Esta atitude pode "reduzir os números negativos, associados a mortes e mastectomias", explica Carlos de Oliveira, presidente da Liga Portuguesa Contra o Cancro. De acordo com a LPCC, a campanha também procura estimular as mulheres com mais de 45 anos em participarem no rastreio do cancro da mama, quando são convocadas.

A LPCC, fundada em 1941, é responsável por este rastreio em Portugal Continental, com excepção do Algarve, que é da responsabilidade de uma associação local. Todos os anos são detectados cerca de 4500 casos de cancro da mama em Portugal e 1500 mulheres morrem por ano com esta doença.

O cancro da mama representa 23 por cento dos casos de cancro que afectam a mulher, sendo a primeira causa de morte das mulheres entre os 35 e os 55 anos e a segunda causa de morte entre as mulheres de todas as idades. Calcula-se que uma em cada dez mulheres irá desenvolver cancro da mama, segundo também a LPCC."

 

Artigo visto no Público

publicado por Silvina às 11:08


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