As rádios emitem em várias frequências. Estes episódios, contudo, situam-se numa frequência diferente, não uma de rádio, mas de radio. Como em Radioterapia. Episódios de um tratamento oncológico (à suivre)
Segunda-feira, 07 de Fevereiro de 2011

Não me tem apetecido escrever. é preciso uma certa concentração, que não tenho sentido ultimamente.

Amanhã sou de novo internada. 3a e ULTIMA quimio. Falta uma semana para o fim das sessões de radio. Countdown: 6 tratamentos. Acabo no dia 14 de Fevereiro, dia dos namorados.

 

Nas ultimas semanas muita coisa se passou: não lidei muito bem com a 2a quimio, náuseas, muitas náuseas, perdi peso, passei uma semana no hospital a recuperar, cansaço, dores, todos os dias dores, morfina, mais dores, mais morfina, dores de garganta, dor a engolir saliva, saliva muito espessa, expectoração, noites mal dormidas a acordar de 1h30 em 1h30 para cuspir, às vezes sangue misturado na expectoração, mais cansaço, moral um pouco em baixo.

 

Esta semana sinto-me melhor. Recuperei um pouco da minha força, penso que está quase a acabar, que só falta uma semana. E depois acaba-se a rotina de ir todos os dias ao hospital, e é só aguentar mais 3 ou 4 semanas de efeitos secundários.

 

E depois quero meter-me num avião e sair daqui.

publicado por Silvina às 12:29

Sexta-feira, 04 de Fevereiro de 2011

"sexta-feira, 4 de Fevereiro de 2011 | 13:27  
Cancro oral aumenta nos jovens devido a novos hábitos sexuais


O número de casos de cancro oral tem vindo a crescer nos últimos anos entre os jovens portugueses. A razão, revela um estudo citado pelo Jornal de Notícias, prende-se, em grande parte, com os novos hábitos sexuais dos portugueses, entre os quais o sexo oral tem vindo a ganhar preponderância.

Segundo revela o JN, depois de muitos anos com o perfil traçado – homem, entre os 50 e os 60 anos, fumador e com hábitos alcoólicos por vezes muito marcados -, o doente de cancro oral começa a mudar, fruto de uma nova «prevalência crescente», que veio dar lugar a «uma nova realidade»: «doentes mais jovens, na casa dos 30 anos, com cancro oral, que corresponde a situações relacionadas com infecção da mucosa oral pelo Vírus do Papiloma Humano (HPV)», afirma, em declarações ao jornal, Daniel de Sousa, responsável pelo Serviço de Cirurgia de Cabeça e Pescoço no Instituto Português de Oncologia (IPO) de Lisboa.

Segundo este professor universitário, o fenómeno deve-se a «uma alteração dos hábitos sexuais desta população», que tem mais parceiros sexuais e leva à transmissão de doenças através da prática do sexo oral.

(continuação)
Apesar de serem «cancros orais com uma menor agressividade» e que «respondem melhor à terapêutica», Daniel Sousa não deixa de defender a necessidade de algumas medidas preventivas, alertando a população para o risco de se ter múltiplos parceiros, mas também promovendo a vacinação em relação ao vírus HPV de maior risco. Isto apesar de, recorda, a eficácia da vacina ainda não estar cientificamente comprovada."

 

Artigo no Diário Digital

 

Artigo completo no Jornal de Noticias



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