As rádios emitem em várias frequências. Estes episódios, contudo, situam-se numa frequência diferente, não uma de rádio, mas de radio. Como em Radioterapia. Episódios de um tratamento oncológico (à suivre)
Quinta-feira, 14 de Janeiro de 2010

Só agora me dei conta que comecei este blog com dois posts, "Onde?" e "Quando?", mas não expliquei "O quê". Varreu-se-me.

Então cá vai, com algum palavreado médico à mistura, e com o pedido de que se encontrarem ai pelo cyberespaço alguém com o mesmo problema que eu, que me enviem o link para o mail episodiosderadio(AT)sapo(PONTO)pt, ou ai na caixinha de comentários, a gerência agradece :)

 

Nome técnico deste cancro safado:

Carcinoma muco-epidermóide da glândula salivar sub-maxilar ou carcinoma mucoepidermóide da glândula salivar submandibular.

[Traduções: mucoepidermoid carcinoma submandibular salivary gland; carcinome muco epidermoïde de la glande salivaire sous maxillaire]

Estádio II, cerca de 3cm de diâmetro, localizado, todos os gânglios linfáticos adjacentes não foram atingidos.

 

Primeiros sintomas:

 

Fevereiro ou Março 2008 (não tenho a certeza): aparecimento de um inchaço por baixo do maxilar, dores e dificuldades a engolir durante cerca de 1semana. Fui ao médico. Depois de me apalpar durante 10segundos, disse que devia ser um gânglio inflamado e que devia passar dali a 2meses, e que se não passasse que devia ir ver o que era (a consulta foi tão rápida, que nem percebi que era de facto uma consulta e sai de lá sem pagar).

Não passou. Entretanto deixou de me doer. Para mais, por motivos nada alheios à quantidade de bolos e chocolates ingeridos, engordei 8kg e deixei de ver o tal inchaço no pescoço, só o sentindo quando o procurava com a mão, para ver se ainda lá estava. Estava lá, e bem durinho. Como não sou nada alarmista, e como não me doía, deixei andar...

 

Fevereiro 2009: uma inflamação na garganta, com tosse e febre levou-me a ver o meu médico de família em Paris (sou de facto emigra, tenho um médico de família na França). Ele reparou no meu altinho, e disse que eu tinha que ir fazer umas analises ao sangue. Fui. Não acusaram nada de especial, mas o meu médico não largou o osso e mandou-me fazer uma radiografia aos pulmões e uma ecografia ao meu altinho, com a recomendação de ir ver um otorrino assim que tivesse os exames na mão.

 

Abril - Maio - Junho: Consultas com o especialista, ressonância magnética, mais analises ao sangue e um primeiro diagnostico: "olhe tem um tumor mas é benigno! 90% dos casos são benignos..." Mas mais uma vez este médico otorrino também não largou o osso e disse que me queria fazer mais um exame, quando é que eu podia voltar a Paris?... "Pois, agora só em Setembro", disse eu cheia de trabalho e vontade de ter um Verão decente no quentinho de Portugal.

 

Setembro: uma espécie de biopsia deu um resultado duvidoso. O médico liga-me (estava eu no estrangeiro por motivos de trabalho) e diz-me que tenho operação marcada dali a uma semana. Oi? Mas então onde é que esta a urgência? Não era benigno? Hmmm....

 

Novembro: Confirmação do diagnostico actual, cancrozinho, e radioterapia como tratamento / prevenção.

 

E assim acontece.



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