As rádios emitem em várias frequências. Estes episódios, contudo, situam-se numa frequência diferente, não uma de rádio, mas de radio. Como em Radioterapia. Episódios de um tratamento oncológico (à suivre)
Quinta-feira, 10 de Maio de 2012

Só para agradecer todos os comentários de apoio que me enviaram. E os e-mails. Recebi e-mails de pessoas que me lêem mas que nunca tinham comentado, de pessoas que admitem não saber o que dizer. O que é certo é que souberam. E disseram-no. E eu li. E tenho-me emocionado muito, e todos sem excepção me têm dado muita força, porque sinto toda a sinceridade das vossas palavras. Por isso, muito obrigada.

 

 

Agora segue-se um momento lamechas:

 

 

 

Atentem na letra:

 

(...) You think you got the best of me
Think you've had the last laugh
Bet you think that everything good is gone
Think you left me broken down
Think that I'd come running back
Baby you don't know me, cause you're dead wrong



What doesn't kill you makes you stronger
Stand a little taller
Doesn't mean I'm lonely when I'm alone
What doesn't kill you makes a fighter
Footsteps even lighter
Doesn't mean I'm over cause you're gone (...)

 

 

publicado por Silvina às 20:26

Não acho lamechas, acho fantástico. Apesar de fazer vir uma lagrimita ao canto do olho... Vais ficar mais alta e mais forte no final de tudo isto, sabes? :-)
Zu a 10 de Maio de 2012 às 21:55

Lamechas é isso, a lagrimita ao canto do olho! ;))
Um beijinho*
Silvina a 11 de Maio de 2012 às 18:16

Silvina, de certeza que já conhece mas há uma frase do Lobo Antunes, numa entrevista à Visão aqui há uns anos, a falar sobre o cancro que lhe haviam diagnosticado e, uma das partes, define exactamente aquilo que lhe queria transmitir neste momento. Vou transcrever:

Jornalista: A quem é que perguntava?
"Ao médico e a uma ou duas pessoas que faziam o favor de se interessar por mim. Não há nada de mais horrível do que a cobardia. Compreendi a frase de Hemingway, quando quiseram saber o que é que ele achava da morte e a resposta foi: «Outra puta». Porque a morte é sempre uma puta e, a uma puta, não se pode dar confiança. Uma amiga, que é minha médica, disse-me: «Tens que aprender a viver com isto». Não, não tenho. Não tenho que viver com um filho da puta. Eu não vivo com um cabrão, quero destruí-lo, não quero viver com ele."

Um abraço cheio de força e de coragem na certeza porem de que a SUA força é mais do que suficiente para destruir esse cabrão.
Inês Barros a 10 de Maio de 2012 às 23:05

Olá Inês, não conhecia essa bela descrição do Lobo Antunes / Hemingway. Também já me disseram que tinha que viver com o cancro, porque o tinha de encarar como uma doença cronica. Depois de muito pensar, não discordo. Acho é que tenho força suficiente para o controlar, para não o deixar controlar a maneira como vivo. E isso, em parte, é destrui-lo, é roubá-lo da sua essência. Contento-me com isso :)
Um beijinho*
Silvina a 11 de Maio de 2012 às 18:20

Silvina,

A viagem serviu também para reforçar a alma guerreira . Claro, o que não nos derruba TORNA-NOS MAIS FORTES !O que podemos fazer, não será a pergunta correcta, mas sim o que VAMOS FAZER ?LUTAR!
Pela minha parte e tenho a certeza que ,todos os que acompanham o blog, deixando comentário ou não ,VAMOS TORCER A CADA MINUTO e enviar muita ENERGIA POSITVA !
Um xi enorme !
Vitah a 11 de Maio de 2012 às 00:42

Obrigada Vitah :)
Vamos a isso! Se já passei por 4, também passo por 5! é o famoso "onde comem dois, comem três" aplicado ao cancro! eheh
Um beijinho*
Silvina a 11 de Maio de 2012 às 18:22

Cá estou eu em modo Madalena de novo, mas com um sorriso ao mesmo tempo. Grande Mulher, Silvina! Um beijinho*
EU a 11 de Maio de 2012 às 16:50

Eu, "modo Madalena" é muito bom, agora fizeste-me rir! Um grande beijinho*
Silvina a 11 de Maio de 2012 às 18:23

Pois, pois... isto não vá lá com agradecimentos, Dona Silvina :p É favor mandar essa recidiva embora e depois fazer episódios de uma outra coisa qualquer. É a única maneira de te safares da dívida hehe Uma beijoca. Fiquei mesmo emocionada com o post ali de cima. Já dizia a cançoneta, o sonho comanda a vida. E tu estás viva e tens essa liberdade, sim!
ana a 11 de Maio de 2012 às 19:25



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