As rádios emitem em várias frequências. Estes episódios, contudo, situam-se numa frequência diferente, não uma de rádio, mas de radio. Como em Radioterapia. Episódios de um tratamento oncológico (à suivre)
Sexta-feira, 22 de Junho de 2012

Descobri há dias uma nova série da BBC, True Love. São cinco episódios entre 25min a 30min, que contam historias de amor. São amores que vão, amores que vêm, que se escondem, que reaparecem, amores que se criam ou destroem nas distâncias e nos silêncios, e acima de tudo, a série fala das escolhas que fazemos por Amor. 

 

Gostei imenso do episódio 4, porque mostra que o amor também (ou sobretudo) proporciona a descoberta de nós próprios e permite uma libertação incrível. é a esse tipo de amor que aspiro, aquele que liberta, e não aquele que prende.

 

 

 

"good thing happen, sometimes"

 

 

E hoje não me escapa o episódio 5, com o meu chéri David Morrissey (por falar em amor, unia-me já factualmente com ele sem pensar duas vezes).

publicado por Silvina às 15:12
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Terça-feira, 15 de Maio de 2012

"But I don’t know if [my mom] is proud of my cancer experience. I always let her know what is going on when there is new information, but she never instigates the “how is your head?” ask. To be honest, I think my cancer scares her, and makes her sad. I know for a while she was depressed and she wished she was (thought she should be) here for me, but I pushed her away because I wanted to handle things alone (with Brett).

 

I’m an adult–DAMMIT–and I can handle things by myself or with the people I choose to surround myself with, just like I had been doing since she left me when I was 17. Maybe this explanation of my early adulthood is unfair, but emotionally this is how I’ve always felt (...)."

 

Liz, no blog The Liz Army

 

Adoro a série House mas estes últimos episódios têm-me dado cabo da cabeça. O melhor (e único) amigo do House está doente. A ironia (ou não) é que o Wilson, o oncologista, tem cancro. Parece que tem só 5 meses de vida, porque o tratamento de quimio super potente que fez não funcionou.

 

E porque é que isto mexe comigo? Porque o Wilson tem o House, que é um egoísta miserável, mas está lá. Precisam um do outro, e apesar da situação ser trágica, não viram as costas um ao outro. Quando eu pensava que neste ano que passou tinha ultrapassado todas as questões que me faziam sofrer em relação à família e aos amigos que gostariam de cá estar mas que a) eu afastei para bem da minha saúde mental; b) não podem; c) não conseguem; d) têm as suas vidas; e) já deram o bastante para este peditório; eis que afinal não. O Wilson esfrangalhou-me isso na cara.

Continua-me a custar:

 

Que estando fora três semanas, regresso a Paris e não está ninguém à minha espera;

Que continuo a não poder ter um momento de fraqueza, porque não tenho aqui ninguém que (fisicamente) me levante nem ombro amigo para chorar;

Que os sentimentos não se pechincham, e as presenças também não. E isso não é uma questão de orgulho (meu), de incapacidade (dos outros) ou de necessidade (de todos).

 

Queria poder falar da morte, do medo, da solidão livremente.

Queria que quando eu estivesse mesmo a morrer viessem todos assistir comigo ao meu fim, com dignidade, com um sorriso nos lábios.

Queria ter direito a uma despedida como deve de ser, com música bonita e um abracinho de fugida, olhando os olhos de quem me olha e não ver culpa, nem arrependimento, nem sofrimento, nem pena. Só aquela calma trazida pelo amor de aceitar o inevitável e respeitar o curso da vida.

 

Raistepartam o Wilson e o House. Espero que os guionistas da série arranjem maneira de o(s) salvar(em)!

 


Terça-feira, 13 de Março de 2012

"J'ai decidé de guérir. Et puis voilà."
In: Au coeur du combat

 

 

Ontem fui ver este documentário. Sai de lá quase em choque, e caminhei sem rumo pelas ruas de um 15ème arrondissement que não me é de todo familiar. Não sabia o que pensar, não sabia o que sentir. Tudo tão familiar. Eu sou cada uma daquelas 6 historias de cancro. Eu soube imediatamente desde o inicio do filme qual o doente que não se ia safar. Pelos seus olhos tristes, pelo medo (terror?) nos seus olhos e nos olhos da sua esposa. As vezes preferia ser mais insensível, mais obtusa, mas não sou e ando a aprender a viver com isso.

 

Não consigo mais ver pessoas doentes e ficar indiferente. Não consigo mais fechar os olhos ao sofrimento e pensar: "eu de qualquer maneira não posso fazer nada por eles, hão-de ter pessoas da família que os ajudem". Não é verdade. Muitos não têm. Eu posso fazer mais. Eu devia fazer mais. Qual o sentido de passar eu por tanta coisa, por tanto sofrimento e não o poder partilhar? Não o poder usar para ajudar alguém? As vezes sinto que tenho esse dever. Que devia mudar a minha vida toda e não deixar passar esta oportunidade de me abrir aos outros, de partilhar, de tentar trazer algum conforto aos que sofrem, porque vale sempre a pena.

 

Qualquer esforço vale a pena, olhar para o lado e fingir que o sofrimento não existe é que já não dá; já não consigo ficar indiferente, já não consigo pensar que não é comigo. Que a miséria do mundo não é comigo, que a fome, a sede, a provação, as cicatrizes, a dor, a angustia, o medo e o desespero não são comigo. Por ter passado tudo isso sei que é comigo. Não sei se vou ter a coragem de fazer alguma coisa a sério quanto a isso, de agir. é complicado imaginar-me o resto da vida rodeada de pessoas doentes e com o sofrimento a entrar-me pelos olhos adentro diariamente. é demasiado intimo, demasiado pessoal. Dentro desde Robocop há um coração que bate, e que às vezes se desfaz em pequenos cacos emocionais. Não sei se terei a coragem de olhar o sofrimento de face, de o desafiar todos os dias da minha vida. à suivre...

 

__________________________________________________

 

 

Artigo no Le Monde sobre este documentário:

"Au cœur du combat" : plongée en eaux calmes dans le quotidien du cancer

 

 

 

Trailer:


publicado por Silvina às 14:22

Quarta-feira, 04 de Janeiro de 2012

 

 

Peter: “To disaster narrowly averted.”

Olivia: ”Or at least postponed.”

 

Fringe 3x14

publicado por Silvina às 19:31

Domingo, 04 de Dezembro de 2011

 

 

 

 

 

 

Simplesmente A MELHOR série que já vi nos últimos tempos. Com David Morrissey, baseada nos livros de Mark Billingham.

 

 

imagens retiradas do site da Sky 1.

publicado por Silvina às 12:47

Domingo, 27 de Novembro de 2011

Beckett: I wanna be more than who I am. But I don’t know if I know how to do that without letting my mom down.
Burke: She’s dead, Kate. You can’t let her down. The only person you can let down is yourself. Her death is a part of you, and you’re gonna have to make peace with that. Just like you’re gonna have to make peace with the scars from your shooting. But it doesn’t have to limit you.
Beckett: How am I supposed to let go?
Burke: I can help you. But the question is, are you ready?
Beckett: Yeah, I think I am.

 

(Castle 4x09 - Kill Shot)

 

 

Esta série é muito tonta a maior parte das vezes. Mas outras vezes há frases que ficam, mensagens que passam. Comme quoi não se deve julgar um livro pela capa; as aparências enganam.



 

 

Esposito: He's damaged goods.

Kate: So am I.

Esposito: That's right. And that's OK. You think it's a weakness? Make it a strength. It's a part of you, so use it.

 

Castle 4x09.

 

 

Imagem daqui.

publicado por Silvina às 13:14

Quarta-feira, 12 de Outubro de 2011

GIBBS: Family is more than just DNA. It's about people who care and take care of each other.

NCIS s09e04



Segunda-feira, 22 de Agosto de 2011

Quando estou nervosa passo o dia a ver séries (crime, drama, etc). Ultimamente tenho andado a ver Numb3rs. E hoje o episódio acabou assim:

 

“BLOOM: Can I make a toast? To scars, those we’ve already earned and those that are coming.”

 

Private message para a Silvina?

publicado por Silvina às 22:02

Terça-feira, 11 de Janeiro de 2011

Mac Taylor: "You're a warrior. If there was one thing I learned over the years, the spirit of a warrior can't be broken."

 

 

 

CSI NY 7x01

publicado por Silvina às 20:09


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