Sou perita em transformar o meu pessimismo em falso-optimismo e vice-versa.
Sou perita em transformar o meu pessimismo em falso-optimismo e vice-versa.
And I'm alright
And I'm OK
I'm surviving well without you
And what did you want?
And what did you expect?
Did you want me to still talk about you?
No
No way
I'm on my own now
And doing fine
Sempre gostei muito deste album de Day One. Gosto do groove, gosto das letras, gosto de quase todas as musicas.
...para contrariar as nuvens de Paris.
[chegou o inverno, o vento, a luz tamisada através de um manto cinzento]
Amanhã começa a terceira e última semana de radio. Não me tenho queixado muito porque realmente está tudo a correr muito bem. Todos os dias vou (e volto) de bicicleta para o hospital, o que me permite exercitar estas perninhas e evacuar um bocado as tensões, especialmente na volta. Esta radio é soft: para além de perda de cabelo definitiva na zona irradiada e da pele vermelha, sinto um bocadinho de comichão na cicatriz e mais nada. No total são 12 sessões. Faltam 3 para acabar, e o gânglio fica tratado. A dificuldade continua a ser a sala de espera, as idas diárias ao hospital, o peso de tudo isto e as poucas oportunidades para aligeirar a coisa. Vejo gente muito triste na sala de espera, pessoas idosas e doentes, frágeis, sós. E custa-me, porque é como olhar ao espelho. é um reflexo constante de onde estive e para onde muito provavelmente vou. é a doença que me custa, não as pessoas que dela sofrem, que coitadas, não têm culpa nenhuma. Mas não consigo fazer conversa, o sorriso não se desenha facilmente, o riso não flui. é um ambiente pesado e por isso, para lhe escapar, tenho esperado no corredor, a ouvir música ou a ler um livro.
A minha sofrologista diz que ando a aprender a bastar-me a mim própria. Quando tenho um momento difícil, uma má noticia, em vez de pegar logo no telefone para desabafar com alguém, páro, lembro-me de respirar, choro um bocado e consigo gerir as coisas sozinha. é como um olhar profundo para dentro. Ando cada vez com menos medo do confronto. Gosto de sentir-me mais à vontade comigo mesma, de saber que consigo gerir as coisas sem pedir ajuda a ninguém, por mais difíceis que elas sejam, por mais difíceis que elas se tornem. Porque os outros têm limites, e eu também, mas ando a aprender a expandi-los. E em vez de andar a pedir força emprestada aos outros, encontro-a em mim. Os meus limites são elásticos, e caminham para a frente ao meu ritmo.
I feel like walking the world
Like walking the world
Suddenly I see
This is what I wanna be
Suddenly I see
Why the hell it means so much to me
'When you are climbing well the fear is not there,' he explained.
'It is something that you know you can do, something that should pose you no apparent difficulties.
'Yes, there are moments when you question yourself, moments when you have to pull yourself together.
'Doubts can creep in anywhere, but with climbing you can just stop and pause and recover yourself, it is a normal part of climbing.
'Climbing is different to other gravity assisted sports like snow boarding or skydiving.
'With those the impulse to stop is removed by the speed of your descent.
'With climbing it is a process that requires you to constantly make the move, to travel upwards.
'Climbing is a deeper commitment.'
No fear: Free climber Alex Honnold re-enacts his ropeless ascent of the 2,500ft north-west face of the Half Done in Yosemite National Park.
via Luna (e também sugestão da Eu)
http://www.thescarproject.org/
Gostava muito de ver o documentário, se alguém souber como o arranjar diga-me!