As rádios emitem em várias frequências. Estes episódios, contudo, situam-se numa frequência diferente, não uma de rádio, mas de radio. Como em Radioterapia. Episódios de um tratamento oncológico (à suivre)
Sexta-feira, 11 de Novembro de 2011

Radioterapia de sessão única pode representar avanço e é novo em Portugal

 

O presidente do colégio de oncologia da Ordem dos Médicos admitiu esta quarta-feira que o equipamento de radioterapia que chegará em breve à Fundação Champalimaud pode representar um avanço no tratamento do cancro e é uma novidade em Portugal, avança a agência Lusa.

“Se a técnica está validada cientificamente parece-me mais um avanço. Fazer o tratamento de radioterapia numa única administração é óptimo. O que fazemos agora carece ainda de algumas sessões”, afirmou à Lusa o oncologista Jorge Espírito Santo.

Para o especialista da Ordem dos Médicos a evolução técnica é uma tendência natural e esta parece ser uma evolução lógica na radioterapia.

Segundo o director de investigação do cancro da Fundação Champalimaud, vai estar disponível em breve em Portugal uma radioterapia que pode eliminar o cancro numa única sessão, mesmo com o tumor metastisado, através de uma máquina que será quase única no mundo.

O equipamento, que a Fundação receberá ainda este ano, permitirá fazer radioterapia de dose única, tratamento que requer um elevado nível de precisão e que poderá ser feito em poucos minutos e sem qualquer toxicidade para o doente, segundo explicou em entrevista agência Lusa o oncologista Carlo Greco.

“É o mais avançado equipamento no mundo. Será absolutamente único em Portugal e, na Europa, há muito poucos. Mas a máquina que chegará em Dezembro vai ser equipada com ferramentas especiais que a tornam única no mundo”, afirma o director da área do cancro da Fundação Champalimaud.

Carlo Greco, que considera o cancro como um dos piores problemas sociais da actualidade, lembra que este ano os tumores serão já a primeira causa de morte no mundo. Mas frisa que a taxa de sucesso nos tratamentos tem melhorado de ano para ano.

As metástases significam 90% das causas de morte por cancro e o oncologista lamenta que, hoje em dia, a resposta da comunidade médica nestes casos passe muito pelos cuidados paliativos.

Esta técnica de radioterapia de dose única, disponível para tratamento no final do primeiro trimestre de 2012, vem permitir tratar muitos dos casos de cancro com metástases, sobretudo os menos disseminados.

Trata-se de uma radioterapia por imagem guiada, em que se faz uma TAC e o tratamento em simultâneo, que exige um elevado nível de precisão para que a dose única seja aplicada no local adequado e se torne suficiente.

“Já testámos este equipamento e esta técnica na Universidade de Pisa, em Itália, e os resultados foram surpreendentes. Tem é de ser administrada uma dose suficientemente forte para erradicar o tumor. E já provámos que funciona em qualquer tipo de cancro, mesmo num dos mais resistentes à quimio ou radioterapia, como o do rim”, explicou Carlo Greco.

O responsável da Fundação Champalimaud vinca mesmo que um estudo demonstrou uma taxa de sucesso de 80% deste tipo de tratamento nos casos de cancro dos rins.

2011-11-09 | 12:40, no POP
publicado por Silvina às 20:47


Breakthrough: Israel Develops Cancer Vaccine


Vaxil’s groundbreaking therapeutic vaccine, developed in Israel, could keep about 90 percent of cancers from coming back.


As the world’s population lives longer than ever, if we don’t succumb to heart disease, strokes or accidents, it is more likely that cancer will get us one way or another. Cancer is tough to fight, as the body learns how to outsmart medical approaches that often kill normal cells while targeting the malignant ones.

In a breakthrough development, the Israeli company Vaxil BioTherapeutics has formulated a therapeutic cancer vaccine, now in clinical trials at Hadassah University Medical Center in Jerusalem. If all goes well, the vaccine could be available about six years down the road, to administer on a regular basis not only to help treat cancer but in order to keep the disease from recurring.

The vaccine is being tested against a type of blood cancer called multiple myeloma. If the substance works as hoped — and it looks like all arrows are pointing that way — its platform technology VaxHit could be applied to 90 percent of all known cancers, including prostate and breast cancer, solid and non-solid tumors.

“In cancer, the body knows something is not quite right but the immune system doesn’t know how to protect itself against the tumor like it does against an infection or virus. This is because cancer cells are the body’s own cells gone wrong,” says Julian Levy, the company’s CFO. “Coupled with that, a cancer patient has a depressed immune system, caused both by the illness and by the treatment.”

The trick is to activate a compromised immune system to mobilize against the threat.

 

A vaccine that works like a drug


 

A traditional vaccine helps the body’s immune system fend off foreign invaders such as bacteria or viruses, and is administered to people who have not yet had the ailment. Therapeutic vaccines, like the one Vaxil has developed, are given to sick people, and work more like a drug.

Vaxil’s lead product, ImMucin, activates the immune system by “training” T-cells –– the immune cells that protect the body by searching out and destroying cells that display a specific molecule (or marker) called MUC1. MUC1 is typically found only on cancer cells and not on healthy cells. The T-cells don’t attack any cells without MUC1, meaning there are no side effects unlike traditional cancer treatments. More than 90% of different cancers have MUC1 on their cells, which indicates the potential for this vaccine.

“It’s a really big thing,” says Levy, a biotechnology entrepreneur who was formerly CEO for Biokine Therapeutics. “If you give chemo, apart from the really nasty side effects, what often happens is that cancer becomes immune [to it]. The tumor likes to mutate and develops an ability to hide from the treatment. Our vaccines are also designed to overcome that problem.”

For cancers in an advanced stage, treatments like chemo or surgery to remove a large tumor will still be needed, but if the cancer can be brought down to scale, the body is then able to deal with it, Levy explains. ImMucin is foreseen as a long-term strategy — a shot every few months, with no side effects — to stop the cancer from reoccurring after initial treatments, by ensuring that the patient’s own immune system keeps it under control.

In parallel, the company is also working on a vaccine that treats tuberculosis, a disease that’s increasing worldwide, including in the developed world, and for which the current vaccine is often ineffective and treatment is problematic.

Based in Ness Ziona, Vaxil was founded in 2006 by Dr. Lior Carmon, a biotechnology entrepreneur with a doctorate in immunology from the Weizmann Institute of Science in Rehovot. In June, Vaxil signed a memorandum of understanding to merge its activities into Sheldonco, a company traded on the Tel Aviv Stock Exchange.

By Rivka Borochov

AQUI

publicado por Silvina às 20:41


 

A Susana do blog Hodgkin Logo Existo deixou um belo testemunho (a partir do minuto 14:50)!



Afinal não fui operada.

 

Fui vista pelo anestesista 5 dias antes de ser hospitalizada, e por um otorrino 1 dia antes de ser hospitalizada. Em ambas as consultas foi informada de pormenores difíceis de digerir e de sequelas bastante prováveis da operação: traqueostomia, entubação pelo nariz, possibilidade de ter as cordas vocais afectadas (logo, não conseguir falar), etc, etc. No dia da hospitalização vi a minha psicóloga e o Dr Lambard de manhã. Percebi que ele também estava hesitante. No meu intimo sabia que esta não era a decisão certa. Uma operação super complicada, pesada, que implicava um longo período de convalescença não era solução; porque o que me interessa agora é ter qualidade de vida, é ter uma vida.

 

Já no hospital o cirurgião veio falar comigo duas vezes. Eram 19h e ainda estava indecisa se ia ou não à faca no dia seguinte. Às 21h estava decidida. Cansada, com uma bruta enxaqueca, e depois de algumas lágrimas, só queria ir para casa. Não ia obrigar o meu corpo a passar por isto, quando todas as células do meu corpo diziam NÃO! E foi não que disse ao cirurgião, que foi muito compreensivo e me disse que eles (médicos) iam discutir mais uma vez sobre o meu caso, analisar bem todas as opções. Passadas 3h telefona-me e relata-me o novo plano...

 

Foi a primeira vez que recusei assim, à bruta e em cima da hora, um tratamento que segundo muita gente é uma maravilha: uma operação! O santo graal de um doente com cancro! Porque o facto de poder ser operada significa que ainda há alguma coisa a fazer (que não sou um caso perdido...). Mas não é bem assim. Quero deixar aqui o testemunho que é possível recusar uma cirurgia pesadíssima, se acharmos que não é o melhor para nós. Claro que foi agonizante ter que ser eu (e não os médicos) a tomar esta decisão. Mas o corpo é meu, o cancro é meu, a vida é minha. E nestes últimos dois anos aprendi a respeitar os meus instintos e feelings, e a escutar o meu corpo. E quando ele me diz NÃO, é não.

 

Importa também analisar o porquê desse não; tive pessoas a dizerem-me que é medo. Lamento informar, mas medo é outra coisa. Eu nunca tive medo de ser operada quando estava perfeitamente convencida que era o melhor para mim e que tinha que ser feito. Ou melhor, tive medo, claro, das sequelas, efeitos secundários, etc., mas não da operação em si. Uma pessoa próxima disse-me que me estava a deixar influenciar pela postura do meu médico Lambard, que hesitava quanto a esta operação desde o inicio. Talvez... Mas nunca fui pessoa de me deixar influenciar ao ponto de basear as minhas decisões nessas influências.

 

Quando uma solução clínica não nos convém, temos direito a ir procurar outra coisa. E eu fui.

 

Para a semana vou ser operada. E agora estou mesmo convencida. E vou mesmo à faca. Vamos retirar o nódulo do pulmão. Depois terei ainda que fazer mais radioterapia para atacar um gânglio linfático que apareceu no peito. Foi a surpresa do final de Outubro! Cabrões dos gânglios, que continuam a aparecer por todo o lado... Portanto, lá para Dezembro, mais episódios de radio me esperam.

 

Queria deixar aqui um agradecimento especial para todos os que pensaram em mim dia 9 e que me enviaram good vibes. Acho que essas boas energias todas contribuíram para que eu tivesse tomado a decisão certa... Por isso obrigada! E renovem os pensamentos positivos para a minha próxima cirurgia, dia 16 de Novembro de 2011 :)


Terça-feira, 01 de Novembro de 2011

 

"Lula da Silva deixa hospital após primeira sessão de fisioterapia"

 

seriously?!

publicado por Silvina às 20:34


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