Numa escala muito diferente, e por motivos muito diferentes, estive a dada altura muito doente (uma coisa aguda, uma peritonite) e em risco de vida. Tudo se passou em horas/dias e não em meses/anos como no teu caso. Não estou a querer dizer que é a mesma coisa.
À conta disso, fiquei com um «fecho eclair» na barriga. Do umbigo à pelvis. E nota-se bem que está lá. Momentos antes da operação, no meio do cansaço daquela dor, um médico simpático disse-me - não vamos poder fazer a operação mais discreta. Vai ficar com uma cicatriz visível, mas é mais seguro. Autoriza? E eu respondi, claro. Que se lixe a cicatriz. Não a escondo, disfarço, ou mascaro. Sim, está ali. So what? Ainda bem que está ali. Se não estivesse ela, não estava eu. E fico bem feliz por a ter.
Claro que a proporção é outra. Claro que não tens a opção de esconder as tuas cicatrizes, se quiseres. Mas as tuas cicatrizes são uma marca daquilo por que passaste, e uma marca de que estás cá para contar. Que as contes sempre, por muito muito tempo, e com cada vez mais força. E o mundo ficará mais bonito por causa dessa cicatriz. ;)
Eu a 29 de Setembro de 2011 às 20:58

Ainda no tema das cicatrizes, olha o que a Luna publicou aqui: http://horas-perdidas.blogspot.com/2011/09/scar-project.html
Eu a 30 de Setembro de 2011 às 09:38

Ah, vi esse video, adorei! Vou copiar... :))
Silvina a 3 de Outubro de 2011 às 23:36

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