E agora, digo o quê? Oh não se nota tanto assim??:)
Agora a sério, nunca tinha pensado nisto. Acho que é mais fácil não encarar a verdade ou mascarar a verdade, como forma de dar alento mas a verdade é que não dá! Não é fácil dizer a alguém "sim, vais morrer" ou "também estou aterrorizada e não sei lidar com isto", achamos que o nosso papel é melhorar a situação de alguma forma.
Espero que esteja tudo a correr pelo melhor, com muita coragem e médicos giros. Ah, e para "responder" a um post anterior: eu invejo-te! A maior parte dos dias sinto-me à deriva e não tenho problemas que o justifiquem. O que ainda me faz sentir mais oca, mais vazia, mais inútil. Estúpido, não??
Beijinhos
margarida a 29 de Setembro de 2011 às 14:59

Olá Margarida, gostei muito da sinceridade do teu comentário. Eu muitas vezes também não sei o que dizer aos outros e como o dizer. Ultimamente ando a tentar dar menos ênfase ao que é "suposto" dizer-se numa determinada situação e tentar expressar melhor o que sinto. E ouvir. Ouvir é ainda mais importante do que dizer "a coisa certa", ou dizer "qualquer coisa que vá ajudar a melhorar a situação"... O que eu também gosto que me digam em momentos de "crise" são parvoíces! Não podemos perder nunca a capacidade de nos rir das coisas...
Quanto ao teu à deriva, é porque provavelmente não andas a fazer o que queres realmente, não te andas a investir numa coisa que te abane à séria...
Eu andei completamente à deriva nos 2 (curtos) meses em que estive em remissão. O "e agora?!" assombrava-me os dias e foi quando tive mais em baixo. Uma vez que as coisas se começaram a delinear melhor voltou-me a energia combativa, de querer viver uma vida porreira... E a situação agora está claramente pior do que quando estava em remissão; então, porque é que agora me sinto bem melhor?! (preciso de intensificar as sessões com a psicóloga lol)
Um beijinho*
Silvina a 3 de Outubro de 2011 às 23:19