As rádios emitem em várias frequências. Estes episódios, contudo, situam-se numa frequência diferente, não uma de rádio, mas de radio. Como em Radioterapia. Episódios de um tratamento oncológico (à suivre)
Quarta-feira, 28 de Dezembro de 2011

Tive um bom Natal. Não foi o que eu queria, mas foi o possível. E o possível já foi muito bom.

 

Continuo em período de cancer blues, fartinha dos efeitos secundários desta quarta radio, que by the way, já acabou! Agora arroto que nem um camionista consagrado, cada vez que engulo parece que tenho uma pedra atravessada na garganta, e de vez em quando começo numa tosse que não tem explicação. A parte boa é que continuo a ir à fisioterapia, meia hora todos os dias. Faço exercícios de respiração por causa do pulmão e exercícios de mobilização do pescoço e das costas, porque tenho uma contractura muscular desde há um ano que não passa. Tive que pedir ao Lambard uma credencial para poder continuar a ir à fisioterapia. "Todos os dias?!", pergunta-me ele. "Ele massaja-me as costas...", respondi eu. Ele riu-se e passou-me o papel para mais um mês de mimos quotidianos. E como eu sou uma gaja sortuda, claro que a minha fisioterapeuta é uma gaja super porreira, e que quando ela não está, é o seu colega giraço que me massaja este costado...

 

E agora um momento musical que me faz lembrar o Inverno brasileiro, e que me faz sorrir em dias frios como o de hoje:

 


Silvinita,

Não entendo o que me faz vir aqui tão pouco, se, sempre que venho, me delicio com o teu sentido de humor.
Por um lado, o sentimento de que te devo um retorno relativamente à tua confiança em mim (tenho pensado, pensado...) talvez me ande a impedir de vir aqui espreitar-te, mas isso é uma cobardia e não quero mais andar nesse caminho. Quando o retorno me vier claramente (ou melhor, , sem dor) à mente, ele vai chegar-te certamente.
Vou, portanto, continuar a minha visita ao teu estaminé.
Fiquei contente por saber que o teu Natal possível foi bom e que há quem te mime com massagens.
O meu Natal também foi bom e também foi o possível. Pela primeira vez, apenas a família nuclear (os seis, sem avós nem tios nem primos nem cunhados...) e, pela primeira vez, partilhado com duas vizinhas - mãe e filha de 15 anos - que iriam consoar sozinhas.

Beijocas larocas
Margarida Faro a 28 de Dezembro de 2011 às 23:59

Olá Guida, obrigada pelos teus comentários! Nunca te sintas culpada ou obrigada a vir aqui, responder a mails, escrever, whatever! Eu percebo muito bem essas alturas de estar fechada para o mundo, ou de não conseguirmos reagir na altura certa... Acontece-me montes de vezes. Espero que este inicio de ano, mais do que desejos e resoluções, tenha servido para renovar a esperança!
Um grande beijinho*
[e podes continuar mirone que eu não me importo! ;) ]
Silvina a 3 de Janeiro de 2012 às 14:25



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