Chora Silvina, chora muito, arranca de ti toda a angústia, destila toda a raiva que possas através das lágrimas. Pragueja, grita, esvazia-te da dor. Não te contenhas. E quando estiveres seca, segue em frente com confiança. O teu destino não será o do Matt. Sinto-o, sem saber explicar porquê.

E procura mais. Vou tornar a insistir: vai atrás de medicinas alternativas. Vai atrás de ajuda espiritual. Olha que eu não acredito em bruxas nem no mundo do oculto, mas já fui testemunha de coisas deveras inquietantes, e já ponderei recorrer a isso numa fase particularmente dolorosa da minha vida. Não deve haver vergonha na procura de alívio. Mal nunca nos trará.

Um grande, grande abraço, desdei até aí, com votos de que a serenidade possa regressar depressa.
Susana a 3 de Janeiro de 2012 às 15:07

Ok, vou tentar ser ainda um bocadinho mais directa: existe algum "tabu" em falar-se do mundo do "oculto" (o que quer que isso seja), e eu era dessas pessoas a quem isso passava totalmente ao lado. Isto até descobrir que à minha volta, muitas pessoas "insuspeitas" lhe recorriam em busca de ajuda quando estavam aflitas. Nunca o fiz, mas já percebi que é uma prática bastante corrente, embora ninguém fale disso. Aquela minha prima que referi anteriormentei como exemplo de sobrevivência de um cancro com metásteses, é médica, e eu soube há pouco tempo, em segredo, que ela combinou o tratamento tradicional com uma abordagem mais "mística", se é que me entendes. Sendo ela médica, isto mexeu bastante comigo. E, lá está: eu não faço ideia nenhuma se teve algum efeito ou não, mas o que sei é que ela recuperou totalmente, portanto, também não posso afirmar que não teve.

Reparemos no caso do actor Reinaldo Gianechinni (nao sei se está correcto), que pelos vistos também apostou nesse tipo de abordagem.

Não baixes os braços, Silvina. Não baixes, nunca!
Susana a 3 de Janeiro de 2012 às 15:23

Olá Susana, obrigada pelas tuas palavras e pelas tuas sugestões. Ando cada vez mais a pensar nesse mundo de medicinas ditas "alternativas", ou novas abordagens. Sei perfeitamente que não há tratamentos milagres, não há nenhuma bruxa que me cure assim de um dia para o outro. Mas talvez conjugando várias terapias (tradicionais ou "alternativas") haja hipótese de remissão, ou pelos menos de uma vida mais intensa e feliz, enquanto ela durar...
Ando há uns tempos para cá a equacionar a meditação, mas não faz de todo o meu género. Não custa, não dói, não percebo porque é que ainda não me decidi a experimentar, mas pronto... é um bocado como ir ao ginásio: as boas intenções estão cá, agora levantar o cu e ir, isso já é outra conversa! ;)
Um beijinho grande* e mais uma vez obrigada pela força.
Silvina a 4 de Janeiro de 2012 às 20:11

Minha querida,
Não vacile na força e determinação, que a levarão à cura, estou certa.
A Silvina é muito importante e foi eleita para mostrar o quanto um ser humano pode revelar, através da sofrologia, a sua incomensurável capacidade de lutar e fazer prevalecer, pelo Amor, o apego à existência, onde tem um longo caminho a percorrer, para alegria dos seus amigos virtuais e não só, que estão sempre junto de si, e a desejar que chegue à meta tão rapidamente quanto possível.
Sempre consigo!
Abraço.
M.
M. a 3 de Janeiro de 2012 às 15:49

Olá M., obrigada por acreditar tanto em mim. Sabe mesmo muito bem!
Um grande beijinho*
Silvina a 4 de Janeiro de 2012 às 20:14

Querida Silvina, a vida é mesmo muito injusta, não consigo entender o porque de tanto sofrimento.
Gostaria de poder de dar um abraço bem forte e dizer tudo vai passar, já esta passando, posso além disso lhe contar que ao contrário de todos os prognósticos, minha mãe sobreviveu a um câncer cerebral, está viva e com muita saúde!
Não desanime, força, mas nos momentos em que lhe faltar forças conte comigo, mesmo que virtualmente!

Um beijo cheio de coragem!
juliana a 3 de Janeiro de 2012 às 21:32

Olá Juliana, a força que me enviaste chegou aqui a este lado! :)
São historias como a da tua mãe que me inspiram e dão esperança. E comentários como os teus que me relembram que não posso baixar os braços...
Um beijinho*
Silvina a 4 de Janeiro de 2012 às 20:16

É a doença mais filha da puta que existe. É impiedosa e vil. Escolhe as suas vítimas com um acaso revoltante. Não há justificativas que a desculpem, que a minorem. Mas há pessoas que conseguem levar-lhe a melhor.
Há pessoas que conseguem vencer as estatísticas.
Não deve ser fácil continuar a acreditar que contigo vai ser diferente, mas caraças, contigo pode ser diferente, sim.
Deixo-te aqui toda a minha energia positiva e agradeço-te por me ensinares a minorar as minhas próprias merdas...
Ana C a 3 de Janeiro de 2012 às 22:07

Ana C, esse "contigo pode ser diferente" ficou-me marcado. Nunca me posso esquecer disso, que a possibilidade é real. Obrigada por mo relembrares.
Um beijinho grande*
Silvina a 4 de Janeiro de 2012 às 20:18

vale o que vale, mas a única coisa que me ocorre é dizer-te que estamos contigo. e o estamos contigo é apenas uma forma de dizer que estamos a torcer por ti, que te admiramos, que és uma Mulher grandiosa e com uma coragem extrema.

disseram acima que talvez uma abordagem para além da medicina ajude. eu acredito que sim. faz sentido para ti? porque não tentar?

beijo. que em 2012 descubras a Cura de vez ***
Maria Gata a 4 de Janeiro de 2012 às 01:38

Olá Maria Gata, muito obrigada pela força que transmites no teu comentário! Quanto à questão das terapias alternativas, vê a resposta que dei em cima à Susana.
Espero que 2012 me traga pelo menos uma remissãozinha! ;))
Um beijinho*
Silvina a 4 de Janeiro de 2012 às 20:20

Não baixe os braços na sua luta, não deixe de acreditar que vai derrotar e vencer ao cancro.

Um abraço bem forte, um beijinho carregado de esperança de que vai vencer esta batalha.
helena a 4 de Janeiro de 2012 às 13:11

Muito obrigada Helena! :))
Um beijinho*
Silvina a 4 de Janeiro de 2012 às 20:21

É muito triste, e é muito revoltante. Nem posso imaginar como é viver esta história de perto.
Mas é preciso (re)inventar mais um pouco de força, seguir em frente e acreditar que é possível a cura - por ti, pelo Matt, por todos os que sofrem com essa doença injusta.

Um abraço
Eu a 4 de Janeiro de 2012 às 15:06

Eu, tocaste no busílis da questão, a (re)invenção da força... Pouco a pouco, vai-se fazendo... :)
Obrigada por estares sempre ai desse lado, e por dares o exemplo na ida ao ginásio! eheheh
(exemplo esse que vou tentar seguir ainda esta semana!)
Um beijinho*
Silvina a 4 de Janeiro de 2012 às 20:23