Silvina, este texto podia ter sido escrito por mim, pelo menos a tomada de posição sobre falar abertamente de cancro e de morte. Não sei o que é ter cancro e ter medo de morrer, mas sei o que a minha mãe teve cancro, que ela amava a vida e lutou até já não poder mais.
Eu sempre quis falar de cancro e de morte, porque o vivi em 2.ª mão, mas senti que não podia fazê-lo para não chocar as pessoas. Porque eu assumi esse assunto com uma calma e racionalidade que muitos encaram como frieza... sou capaz de falar do que testemunhei, dos tratamentos, das dores que vi a mãe suportar, das incertezas, de tudo! e finalmente da morte da minha mãe e depois a do meu pai, às mesmas mãos. Porque só restei eu para falar da morte deles.
Naná a 22 de Junho de 2012 às 23:14

Nanà, percebo perfeitamente o que dizes, e lamento profundamente o que aconteceu aos teus pais. Não poder falar para não chocar as pessoas faz parte da tal mordaça que eu estava a falar. As pessoas precisam de serem chocadas, para ver se param de assobiar para o lado. Vai levar tempo, e exigir que as mentalidades mudem, mas há-de chegar o dia em que lidar com o cancro da forma que tu lidaste será considerado pura coragem e não frieza. Aliás, de frieza não tem nada.
Um grande beijinho*
Silvina a 25 de Junho de 2012 às 22:39

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